Câmara Legislativa e Lideranças de Taguatinga discutem demandas relacionadas à política para mulheres


A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou na última terça-feira, dia 14 de novembro, reunião pública para discutir demandas do Câmara em Movimento de Taguatinga relacionadas à política para mulheres.

Participaram do encontro lideranças de Taguatinga e representantes de deputados distritais.

As demandas foram elencadas durante a oficina preparatória para a sessão ordinária, que aconteceu no dia 29 de julho, no Taguaparque.  Das 10 prioridades defendidas pela comunidade, três estão relacionadas à política para mulheres:
- Criação de uma Delegacia Especial de Atendimento à Mulher – DEAM (SSP);
- Atendimento em horário integral na Seção de Atendimento à Mulher, que atende a mulheres vítimas de violência (SSP) e;
- Instalação de um Núcleo de Assistência à Família e aos Autores de Violência Doméstica (SEDESTMIDH).

Na reunião realizada na terça-feira, foram apresentadas as respostas recebidas das Secretaria de Segurança Pública-SSP e Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos- SEDESTMIDH.  Em resposta, as secretarias informaram que devido à falta de servidores em seus respectivos quadros, não é possível viabilizar os pedidos.

Vale ressaltar que Taguatinga ocupa o quarto lugar no ranking da violência doméstica do DF e, no entanto, não foram apresentadas alternativas outras para atender as demandas.

Diante das respostas encaminhadas pelas secretarias, o grupo sugeriu a realização de audiência pública da Câmara Legislativa para discutir o atendimento de mulheres nas delegacias de polícia. A audiência deverá acontecer em fevereiro de 2018.

Os participantes também propuseram medidas alternativas para amenizar o problema até que ações efetivas sejam realizadas. Para discutir as propostas, acontecerá uma nova reunião pública, com a presença da SSP e SEDESTMIDH. Entre as medidas colocadas estão: sensibilização dos servidores da SSP (polícias) sobre questões de gênero e violência doméstica; criação de espaços humanizados e ludotecas nas delegacias para atendimento das mulheres e seus filhos;
Atendimento em horário integral nas Sessões de Atendimento à Mulher (SAMs) dos territórios com maior índice de violência doméstica, em específico Taguatinga e atendimento itinerante com equipe volante para os autores de violência doméstica em parceria com a Promotoria de Taguatinga.

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